Tartarugas de água doce:
As tartarugas de água doce são conhecidas vulgarmente como cágados, sendo que muitas espécie têm o formato da cabeça de maneira que se recolhe lateralmente como "canivete".
Dentre as mais conhecidas tartarugas de água que ocorrem no Brasil estão: a tracajá (Podocnemis unifilis), conhecida em inglês com Yellow Spotted Sidenecked, e a tracajá-do-rio-negro (Podocnemis erythrocephala), em inglês chamada Red-headed Amazon Sidenecked Turtle, Cágado-de-barbela (Phrynops hilarii), a tigre-d’água (Trachemys dorbignyi) em inglês Orbigny’s Brazilian Slides.
Tartarugas marinhas
As tartarugas marinhas vivem em todos os mares subtropicais e tropicais do globo. São sete as espécies conhecidas, que variam de tamanho, sendo que a tartaruga-de-couro pode chegar a cerca de 650 kg, constituindo-se em um impressionante animal; são elas:
- Caretta caretta (cabeçuda; longgerhead turtle);
Distribui-se pelas regiões subtropicais e temperadas em todo o mundo.
- Chelonia mydas (tartaruga-verde; green sea turtle);
É encontrada em águas tropicais de todo o mundo.
- Dermochelys coriacea (tartaruga-de-couro; leatherback turtle);
Encontrada em todos os mares do mundo. Hábitos pelágicos.
- Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-pente; hawksbill turtle);
Distribui-se em todos os oceanos do mundo.
- Lepidochelys olivacea (tartaruga-oliva; olive ridley turtle);
Habita os oceanos Atlântico, Índico e Pacífico.
- Lepidochelys kempii (tartaruga-de-Kemp; Kemp's ridley turtle);
Distribuição restrita ao Golfo do México.
- Natator depressus (tartaruga-de-casco-achatado; flatback turtle).
Distribuição restrita ao continente australiano.
Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, as cinco primeiras acima relacionadas podem ser encontradas nas águas do território brasileiro, porém, todas as espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção e constam do livro vermelho da CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional para a Conservação da Natureza).
Causas de declínio das tartarugas:
Muitas espécies de tartaruga estão ameaçadas de extinção e os motivos principais são:
- as terrestres são animais lentos que são fáceis de se pegar, sendo objeto fácil do tráfego:
- são muito procuradas por sua carne, principalmente as tartarugas de rio e as do mar;
- destruição do habitat, principalmente o local de desova que deve ser uma praia sossegada, tanto de rio para as espécies de água doce, quanto litorânea em se tratando de tartarugas marinhas.
- poluição dos mares e rios;
- morte por afogamento em redes de pesca, principalmente as espécies marinhas.
Fonte: Projeto Tamar
Imagens: The Macdonald encyclopedia of Amphibians and Reptiles(M.E.A.R.)
Vida de Tartaruga
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Tartarugas terrestres:
Tartarugas terrestres:
As tartarugas terrestres, vulgarmente conhecidas como jabutis, vivem exclusivamente na terra, vagando normalmente por áreas abertas como campos, cerrados ou savanas.
São animais lentos que se defendem escondendo-se dentro de sua carapaça, que tem o formato arredondado. Exemplo Geochelone carbonaria que vive no cerrado principalmente, o jabuti-tinga (Geochelone denticulata).
As tartarugas terrestres, vulgarmente conhecidas como jabutis, vivem exclusivamente na terra, vagando normalmente por áreas abertas como campos, cerrados ou savanas.
São animais lentos que se defendem escondendo-se dentro de sua carapaça, que tem o formato arredondado. Exemplo Geochelone carbonaria que vive no cerrado principalmente, o jabuti-tinga (Geochelone denticulata).
tartarugas, Jabutise Cacados
As tartarugas, jabutis e cágados são animais que pertencem ao grupo Chelonia ou Testudines, que possuem carapaça dorsal arredondada e plastão plano unidos nas lados, mandíbulas e maxila com bainhas córneas. São ovíparos, colocando seus ovos em buracos no chão.
Em vista do habitat em que são encontrados, as espécies de quelônios podem ser divididas popularmente em três grandes grupos:
- as terrestres, conhecidas como jabutis;

- as de água doce, conhecidas como cágados;

- e as marinhas, conhecidas como tartarugas marinhas.
Em vista do habitat em que são encontrados, as espécies de quelônios podem ser divididas popularmente em três grandes grupos:
- as terrestres, conhecidas como jabutis;

- as de água doce, conhecidas como cágados;

- e as marinhas, conhecidas como tartarugas marinhas.
Como criar Tartarugas Aquaticas
As pequenas tartarugas aquáticas podem facilmente ser mantidas em pequenos aqua-terrários ou mesmo em lagos de jardim.
O aqua-terrário é um misto de aquário e terrário, onde existe uma parte seca e outra alagada, permitindo que as tartarugas optem em estar fora ou dentro da água. Devem ser equipados com sistema de filtragem para conservação da qualidade da água. Quando estes animais forem mantidos em pequenos lagos de jardim, estes devem ser cercados e também ter áreas secas, onde as tartarugas possam tomar sol.
Como as tartarugas possuem um metabolismo elevado, a água de seu habitat pode se tornar poluída rapidamente se não houver um bom sistema de filtragem em funcionamento e se não forem feitas trocas periódicas da água, principalmente no caso dos aqua-terrários. Deve-se também, nos aqua-terrários, de tempo em tempo realizar uma limpeza completa, lavando bem toda a decoração e os equipamentos.
A maior parte destas tartarugas preferem uma temperatura ambiente entre 20 e 30 ºC. Os aqua-terrários podem estar equipados com sistema de aquecimento como os usados em aquários ou com lâmpada de infra-vermelho, (mais opções abaixo) o que permite aos animais manterem-se ativos durante todo o ano. Em ambiente aberto ou sem aquecimento, as tartarugas podem hibernar durante os meses frios, conforme o rigor do inverno, deixando de se movimentar e alimentar.
A exposição à luz solar é fundamental, pois os raios ultra-violeta permitem a melhor assimilação dos nutrientes, principalmente cálcio, importante para a formação do esqueleto e carapaça. Esta exposição à luz solar não deve ser através dos vidros de janelas, pois neste caso ocorre uma filtragem prejudicial dos raios solares.
Quando não há controle de temperatura, em locais onde o frio é intenso, ocorre a hibernação. As tartarugas cessam completamente a alimentação e a movimentação. Elas tendem a se entocar entre as pedras ou até mesmo se esconder entre as folhas mortas ou a própria vegetação. Quando o inverno é mais ameno, as tartarugas não chegam efetivamente a hibernar. De qualquer forma elas diminuem o metabolismo, vindo a se alimentar e movimentar menos. É importante que você saiba que estas mudanças de comportamento são normais e que não indicam que elas estejam doentes. Durante o período de hibernação o sossego dos animais deve ser respeitado, para que eles não acordem antes da hora. Nunca movimentá-los neste período e evitar inclusive muito barulho no ambiente em que estiverem descansando, são cuidados importantes.
O Aquário
Para as tartarugas aquáticas, uma vez que são nadadoras exímias, mais importante que a superfície do aquário é a profundidade (submersa) do mesmo. A largura deve ter aproximadamente o triplo da carapaça em tamanho adulto e o comprimento o quíntuplo. No que toca ao nível da água, este deve ter no mínimo 25 cm de profundidade. Deste modo a tartarugas poderão nadar ativamente por todo o aquário. Toda a estrutura deverá ser em vidro e o fundo é constituído por uma camada de areia lavada, um esconderijo tipo telha convexa (submersa) e um ramo que cruze o aquário e esteja parcialmente emerso. Havendo espaço, pode também criar um local de repouso à superfície através de uma placa de cortiça. Para aquecer a água (se tal for necessário) utilize um aquecedor em vidro ou metal com termostato à venda nas lojas da especialidade (se for de vidro proteja-o da tartaruga). Para manter a água em perfeitas condições deve também incluir um filtro de água e uma bomba de água (os seus mecanismos devem funcionar fora do aquário para evitar vibrações danosas para o habitat da tartaruga). A disposição dos elementos no aquário não deve ser alterada pois isso constituiria um grave retrocesso no processo de ambientação da tartaruga ao novo modelo de vida. A iluminação deve ser composta por uma lâmpada fluorescente cilíndrica (para iluminação comum), um projector de luz e uma lâmpada de raios ultravioletas (em substituição do sol). A cobertura também poderá ser em vidro ocupando, no entanto, apenas dois terços da superfície. Desta forma permite, por um lado uma ventilação eficaz (sem correntes de ar) e por outro a não filtragem dos raios ultravioleta provenientes da iluminação (quer natural quer artificial). Depois de ter o aquário completamente montado e preparado para receber o novo companheiro, coloque-o num local bem iluminado (não exposto ao sol o dia inteiro), calmo e longe de correntes de ar (as tartarugas não têm nenhum mecanismo de compensação térmica).
Quarentena
Quando receber a sua tartaruga em casa, recomendamos que seja providenciado um aquário para que esta possa passar algumas semanas de quarentena. Este não deve ter qualquer elemento decorativo mas apenas um local onde a tartaruga se possa abrigar, tipo uma telha de cumeeira com a parte convexa fora de água. Desta forma criamos um abrigo. Antes de colocar a tartaruga em quarentena deve ser-lhe dado um banho de cerca de quinze minutos pois deste modo a água do aquário manter-se-á limpa durante um período mais longo.
Hibernação
Com o finalizar do Outono e a diminuição da intensidade da luz, a tartaruga vai tendencialmente reduzindo a sua atividade, permanecendo mais tempo no refúgio e nos locais mais escuros com a cabeça esticada. O seu apetite vai mesmo diminuindo até desaparecer por completo. Para a tartaruga, não é necessário a hibernação. Como durante o Outono ocorrem evacuações abundantes, não existe necessidade de dar um banho prévio como acontece nas tartarugas terrestres. De seguida deve criar as condições ideais para a hibernação desligando o aquecimento e a iluminação do aquário (não desligue o filtro e a ventilações pois deste modo pode deteriorar as condições de vida da tartaruga). Mantenha a água abaixo dos 18ºc durante alguns dias até que a tartaruga apresente quase nenhuma actividade. Dada a sensibilidade destes animais, qualquer erro pode ser fatal.
Alimentação
Contrariamente à tartaruga terrestre que prefere uma alimentação vegetariana, a tartaruga aquática privilegia uma alimentação animal. Peixes de água doce aos pedacinhos (mas sem limpar), caracóis, gafanhotos e outros insectos. Pode também ração para carnívoros e alguma fruta (20%) ou então recorrer à alimentação enlatada que se encontra à vendas nas lojas de animais de estimação. Deve logo desde o início estabelecer um padrão alimentar regular, uma vez que a tartaruga não aceita muito bem profundas mudanças na alimentação. Dê-lhe de comer enquanto estão dentro de água pois de outro modo a tartaruga não irá comer. Paralelamente à dieta diária será necessário fornecer alguns suplementos como o cálcio, vitaminas e sais minerais que podem ser facilmente misturados na dose de comida. Relativamente às quantidades e frequência de administração deste suplementos, depende essencialmente da idade da tartaruga.
Saúde
Dada a fragilidade desta espécie animal, deve-se sempre tomar as devidas precauções para que nunca esteja exposta a mudanças bruscas de temperatura. As tartarugas não têm nenhum mecanismo fisiológico de compensar assimetrias térmicas. Se a sua tartaruga estiver num ambiente de água quente, uma simples corrente de ar pode causar-lhe a morte. Aspire frequentemente as fezes na água ou instale mesmo um filtro próprio para o efeito. Pode diariamente executar alguns testes que podem evidenciar alguma patologia na tartaruga: olhos com mucosidades, caparaça mole e/ou com imperfeições, zona do nariz húmida, fezes líquidas e apatia generalizada.
Faça um relatório de comportamento do animal e de suas atividades, sempre consultando seu veterinário.
O aqua-terrário é um misto de aquário e terrário, onde existe uma parte seca e outra alagada, permitindo que as tartarugas optem em estar fora ou dentro da água. Devem ser equipados com sistema de filtragem para conservação da qualidade da água. Quando estes animais forem mantidos em pequenos lagos de jardim, estes devem ser cercados e também ter áreas secas, onde as tartarugas possam tomar sol.
Como as tartarugas possuem um metabolismo elevado, a água de seu habitat pode se tornar poluída rapidamente se não houver um bom sistema de filtragem em funcionamento e se não forem feitas trocas periódicas da água, principalmente no caso dos aqua-terrários. Deve-se também, nos aqua-terrários, de tempo em tempo realizar uma limpeza completa, lavando bem toda a decoração e os equipamentos.
A maior parte destas tartarugas preferem uma temperatura ambiente entre 20 e 30 ºC. Os aqua-terrários podem estar equipados com sistema de aquecimento como os usados em aquários ou com lâmpada de infra-vermelho, (mais opções abaixo) o que permite aos animais manterem-se ativos durante todo o ano. Em ambiente aberto ou sem aquecimento, as tartarugas podem hibernar durante os meses frios, conforme o rigor do inverno, deixando de se movimentar e alimentar.
A exposição à luz solar é fundamental, pois os raios ultra-violeta permitem a melhor assimilação dos nutrientes, principalmente cálcio, importante para a formação do esqueleto e carapaça. Esta exposição à luz solar não deve ser através dos vidros de janelas, pois neste caso ocorre uma filtragem prejudicial dos raios solares.
Quando não há controle de temperatura, em locais onde o frio é intenso, ocorre a hibernação. As tartarugas cessam completamente a alimentação e a movimentação. Elas tendem a se entocar entre as pedras ou até mesmo se esconder entre as folhas mortas ou a própria vegetação. Quando o inverno é mais ameno, as tartarugas não chegam efetivamente a hibernar. De qualquer forma elas diminuem o metabolismo, vindo a se alimentar e movimentar menos. É importante que você saiba que estas mudanças de comportamento são normais e que não indicam que elas estejam doentes. Durante o período de hibernação o sossego dos animais deve ser respeitado, para que eles não acordem antes da hora. Nunca movimentá-los neste período e evitar inclusive muito barulho no ambiente em que estiverem descansando, são cuidados importantes.
O Aquário
Para as tartarugas aquáticas, uma vez que são nadadoras exímias, mais importante que a superfície do aquário é a profundidade (submersa) do mesmo. A largura deve ter aproximadamente o triplo da carapaça em tamanho adulto e o comprimento o quíntuplo. No que toca ao nível da água, este deve ter no mínimo 25 cm de profundidade. Deste modo a tartarugas poderão nadar ativamente por todo o aquário. Toda a estrutura deverá ser em vidro e o fundo é constituído por uma camada de areia lavada, um esconderijo tipo telha convexa (submersa) e um ramo que cruze o aquário e esteja parcialmente emerso. Havendo espaço, pode também criar um local de repouso à superfície através de uma placa de cortiça. Para aquecer a água (se tal for necessário) utilize um aquecedor em vidro ou metal com termostato à venda nas lojas da especialidade (se for de vidro proteja-o da tartaruga). Para manter a água em perfeitas condições deve também incluir um filtro de água e uma bomba de água (os seus mecanismos devem funcionar fora do aquário para evitar vibrações danosas para o habitat da tartaruga). A disposição dos elementos no aquário não deve ser alterada pois isso constituiria um grave retrocesso no processo de ambientação da tartaruga ao novo modelo de vida. A iluminação deve ser composta por uma lâmpada fluorescente cilíndrica (para iluminação comum), um projector de luz e uma lâmpada de raios ultravioletas (em substituição do sol). A cobertura também poderá ser em vidro ocupando, no entanto, apenas dois terços da superfície. Desta forma permite, por um lado uma ventilação eficaz (sem correntes de ar) e por outro a não filtragem dos raios ultravioleta provenientes da iluminação (quer natural quer artificial). Depois de ter o aquário completamente montado e preparado para receber o novo companheiro, coloque-o num local bem iluminado (não exposto ao sol o dia inteiro), calmo e longe de correntes de ar (as tartarugas não têm nenhum mecanismo de compensação térmica).
Quarentena
Quando receber a sua tartaruga em casa, recomendamos que seja providenciado um aquário para que esta possa passar algumas semanas de quarentena. Este não deve ter qualquer elemento decorativo mas apenas um local onde a tartaruga se possa abrigar, tipo uma telha de cumeeira com a parte convexa fora de água. Desta forma criamos um abrigo. Antes de colocar a tartaruga em quarentena deve ser-lhe dado um banho de cerca de quinze minutos pois deste modo a água do aquário manter-se-á limpa durante um período mais longo.
Hibernação
Com o finalizar do Outono e a diminuição da intensidade da luz, a tartaruga vai tendencialmente reduzindo a sua atividade, permanecendo mais tempo no refúgio e nos locais mais escuros com a cabeça esticada. O seu apetite vai mesmo diminuindo até desaparecer por completo. Para a tartaruga, não é necessário a hibernação. Como durante o Outono ocorrem evacuações abundantes, não existe necessidade de dar um banho prévio como acontece nas tartarugas terrestres. De seguida deve criar as condições ideais para a hibernação desligando o aquecimento e a iluminação do aquário (não desligue o filtro e a ventilações pois deste modo pode deteriorar as condições de vida da tartaruga). Mantenha a água abaixo dos 18ºc durante alguns dias até que a tartaruga apresente quase nenhuma actividade. Dada a sensibilidade destes animais, qualquer erro pode ser fatal.
Alimentação
Contrariamente à tartaruga terrestre que prefere uma alimentação vegetariana, a tartaruga aquática privilegia uma alimentação animal. Peixes de água doce aos pedacinhos (mas sem limpar), caracóis, gafanhotos e outros insectos. Pode também ração para carnívoros e alguma fruta (20%) ou então recorrer à alimentação enlatada que se encontra à vendas nas lojas de animais de estimação. Deve logo desde o início estabelecer um padrão alimentar regular, uma vez que a tartaruga não aceita muito bem profundas mudanças na alimentação. Dê-lhe de comer enquanto estão dentro de água pois de outro modo a tartaruga não irá comer. Paralelamente à dieta diária será necessário fornecer alguns suplementos como o cálcio, vitaminas e sais minerais que podem ser facilmente misturados na dose de comida. Relativamente às quantidades e frequência de administração deste suplementos, depende essencialmente da idade da tartaruga.
Saúde
Dada a fragilidade desta espécie animal, deve-se sempre tomar as devidas precauções para que nunca esteja exposta a mudanças bruscas de temperatura. As tartarugas não têm nenhum mecanismo fisiológico de compensar assimetrias térmicas. Se a sua tartaruga estiver num ambiente de água quente, uma simples corrente de ar pode causar-lhe a morte. Aspire frequentemente as fezes na água ou instale mesmo um filtro próprio para o efeito. Pode diariamente executar alguns testes que podem evidenciar alguma patologia na tartaruga: olhos com mucosidades, caparaça mole e/ou com imperfeições, zona do nariz húmida, fezes líquidas e apatia generalizada.
Faça um relatório de comportamento do animal e de suas atividades, sempre consultando seu veterinário.
A vida dos machos e o comportamento das tartarugas marinhas
A vida dos machos é ainda mais difícil de acompanhar. "Dificilmente eles são vistos", afirma Paulin. "Além disso, só é possível diferenciar os sexos na fase adulta, quando eles apresentam um longo rabo e desenvolvem unhas que servem para enganchar na carapaça da fêmea e manter-se sobre ela durante a cópula. Uma vez apoiado, o macho, com a ajuda da cauda, introduz o pênis em sua cloaca", revela a pesquisadora.
Um tipo de comportamento das tartarugas marinhas chama a atenção pela singularidade e também por ser ainda incompreensível para os cientistas. O fenômeno ocorre com os animais do gênero Lepidochelys, comuns no Caribe, e é conhecido como arribada (chegada, em espanhol). Durante três dias e três noites consecutivas, milhares de tartarugas marinhas fêmeas, de aproximadamente 30 a 40 cm, sobem à praia simultaneamente para desovar. "Parece um frenesi". Num trecho de apenas 8 ou 10 Km de extensão, dezenas de milhares de fêmeas desovam ao mesmo tempo. Na confusão uma coloca seus ovos sobre o ninho das outras. Centenas de ovos se quebram, produzindo um odor insuportável. O fenômeno ocorre entre os meses de junho e julho (verão no hemisfério norte) e ocorre em apenas três regiões específicas do planeta: uma no México, outra na Costa Rica e a última na Índia.
Entender mais sobre o comportamento e hábitos desse misteriosos animais é um desafio constante para os pesquisadores em todo o mundo. A tenaz persistência dos cientistas entretanto, é mais que justificável: sua missão é retirar todas as oito espécies de tartarugas marinhas da indesejável relação dos animais em risco de extinção. Logo elas, que são um dos animais mais antigos do planeta.
Período de desova, o nascimento dos filhotes e a vida adulta
A única oportunidade em que uma tartaruga marinha pode ser observada é quando chega o período da desova. Entre os meses de setembro e janeiro, as fêmeas saem da água e vêm enterrar os ovos na praia. Depois de escolher o lugar do ninho ela limpa a areia e demarca o que os pesquisadores chamam de cama - uma área de areia de aproximadamente dois metros quadrados.
Só depois é que começa a cavar o ninho com as nadadeiras anteriores. No fundo, a cerca de 1m de profundidade, ela depositará de 100 a 120 ovos, cada um com o tamanho aproximado de uma bolinha de ping-pong. Quando termina a desova a tartaruga tampa o buraco com areia, usando as nadadeiras, compacta a abertura com o próprio corpo e retorna vagarosamente para a água.
Dentro da água as tartarugas são muito ariscas. Só pesquisadores experientes e ágeis conseguem capturá-las.
Depois de 45 a 60 dias os ovos começam a eclodir. Os filhotes nascem com aproximadamente 5cm de carapaça e 15g de peso e para chegarem à superfície, terão que escalar, uns sobre os outros, a distância que os separa da abertura.
Depois de 2 dias, quando emergem parace um formigueiro. Todos os filhotinhos saem de uma só vez, é como se brotasse tartaruga da areia.
Desprotegidos e indefesos, eles ficam a mercê dos predadores. O caminho entre o ninho e o mar é um campo minado. Nas praias virgens, os filhotes são devorados por aves, lagartos e caranguejos. Os que conseguem escapar partem desesperados para a água do mar, mas nem lá estarão totalmente a salvo. Outros predadores os aguardam sequiosamente.
As tartaruguinhas recém-nascidas têm energia acumulada suficiente para nadar pelo menos 24 horas sem parar, até encontrar um local seguro e farto em alimento. Os pesquisadores supõem que de cada mil filhotes apenas um ou dois irão chegar à idade adulta.
Do nascimento até a vida adulta, quando as tartarugas atingem a maturidade sexual, não se sabe exatamente o que acontece com elas. Esse período, que pode ser de dez ou mais, intriga os pesquisadores, e é historicamente conhecido como "ano perdido". Uma das coisas que se sabe é que as fêmeas, quando adultas, voltarão às mesmas praias onde nasceram, para desovar. Como elas conseguem reconhecer o local exato, é outra questão que permanece mergulhada em denso mistério. Os cientistas supõem que os bichos tenham um olfato extremamente desenvolvido para reconhecer o cheiro da areia. Pode ser. Mas há também outras possíveis explicações. Segundo uma delas, os animais se orientariam pela posição da Lua e das estrelas. A descoberta de partículas de ferro no cérebro das tartarugas ensejou outra teoria: elas se orientam por meio de um campo magnético, como as aves. O fato pode ser comprovado pelas rotas migratórias que elas empreendem pelos oceanos do planeta.
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